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Enzimas Proteolíticas: para que servem e benefícios das proteases


Enzimas Proteolíticas: para que servem e benefícios das proteases
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As enzimas proteolíticas, ou proteases, tem como função digerir as proteínas ajudando no processo de digestão, quebrando-as em aminoácidos. Elas podem ser encontradas como suplementos, ou melhor ainda, podem ser encontradas naturalmente em alimentos. Um grande exemplo é o mamão, que contém a enzima proteolítica papaína, um popular amaciante de carnes.

Onde obtemos enzimas proteolíticas? Embora seja importante notar que o pâncreas fabrica enzimas proteolíticas para digerir as proteínas dos alimentos, elas também podem ser obtidas usando suplementos contendo enzimas proteolíticas.

Alguns fabricantes produzem suas enzimas a partir de fontes animais. Por exemplo, os suplementos que contêm tripsina ou quimotripsina são extraídos de gado, enquanto os suplementos que contêm papaína ou bromelaína provêm de fontes vegetais. Alguns suplementos de enzimas proteolíticas podem ter uma mistura de enzimas animais e vegetais. No entanto, a melhor maneira de obter essas enzimas é através de alimentos crus e integrais, como frutas e legumes.

Como as enzimas proteolíticas funcionam

Como as enzimas funcionam no corpo? As enzimas causam reações biológicas no corpo e são capazes de ser usadas repetidamente, ao contrário de vitaminas e minerais. Elas são necessários para cada ação química que ocorre em nosso organismo. O sistema digestivo, o sistema imunológico, a corrente sanguínea, o fígado, os rins, o baço e o pâncreas – assim como a capacidade de ver, pensar, sentir e respirar – tudo depende de enzimas.

Claramente, as enzimas são muito importantes. Todas as vitaminas e minerais que ingerimos e todos os hormônios que nosso organismo produz precisam de enzimas para funcionar adequadamente. Além disso, as enzimas regulam nossa função metabólica para resistência, níveis de energia e funcionalidade do sistema imunológico.

Por que é tão difícil obter essas enzimas tão importantes? Quando comemos alimentos que foram cozidos ou processados, perdemos a eficácia dessas enzimas, razão pela qual muitas pessoas acham que precisam usar suplementos durante ou entre as refeições. No geral, essas enzimas estimulam a cicatrização de tecidos e a recuperação muscular, além do suporte que fornecem à função de nossos sistemas digestivos.

Como tudo isso funciona? O principal objetivo das enzimas proteolíticas é decompor as proteínas em seus componentes básicos, os aminoácidos. O Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia afirma que as proteases provavelmente surgiram nos estágios iniciais da evolução das proteínas como enzimas destrutivas simples, necessárias para o catabolismo de proteínas e a geração de aminoácidos em organismos primitivos.

Seu aparelho digestivo produz várias dessas enzimas. Existem três principais enzimas proteolíticas: tripsinogênio, quimotripsinogênio e procarboxipeptidase, cada uma das quais é secretada em uma forma inativa. Existem certos gatilhos que os ativam – no entanto, cada uma dessas enzimas proteolíticas ataca diferentes ligações peptídicas.

Os produtos finais que resultam dessa ação são uma mistura de pequenas cadeias peptídicas e aminoácidos. O muco secretado pelas células intestinais protege contra a digestão da parede do intestino delgado pelas enzimas proteolíticas ativadas. Estas enzimas proteolíticas são também conhecidas como proteases. As três principais proteases são pepsina, tripsina e quimotripsina. A enzima protease decompõe as proteínas encontradas em carnes, aves, peixes, nozes, ovos e queijo e pode ser útil para pessoas com alergias alimentares ou que tenham dificuldade em digerir proteínas.

Em última análise, as enzimas proteolíticas são reguladores e moduladores essenciais que são necessários para responder às tensões no corpo. Quando nossos corpos estão estressados, cria inflamação e a inflamação está na raiz da maioria das doenças. Essas enzimas ajudam nossos corpos a responder à inflamação trabalhando para fornecer proteção.

Contudo, as três enzimas proteolíticas mais vulgarmente conhecidas são a pepsina, a bromelaína e a papaína. A pepsina é produzida naturalmente pelos intestinos, enquanto a bromelaína e a papaína são enzimas alimentares encontradas no abacaxi e no mamão, respectivamente.

A pepsina é produzida naturalmente no intestino e essencial para a digestão e quebra de proteínas.

A bromelina, que tem benefícios de saúde inacreditáveis, é uma enzima protease encontrada no suco e no caule do abacaxi. É semelhante à pepsina, é uma ajuda digestiva natural. Também é efetivamente usado para inchaço, gás, bem como problemas digestivos.

A papaína, outra enzima protease e aparentemente a mais popular, é derivada do látex do mamão e também é semelhante à pepsina. Esta enzima é especialmente concentrada na fruta quando não é madura. A papaína é extraída para fazer suplementos dietéticos para enzimas digestivas e também é usada como ingrediente em algumas gomas de mascar. A papaína estimula a digestão de gorduras e proteínas e é útil para melhorar a absorção geral de nutrientes.

6 Benefícios das enzimas proteolíticas

1. Controlar a inflamação e melhorar o fluxo sanguíneo

As enzimas proteolíticas modulam o processo inflamatório por uma variedade de mecanismos, incluindo redução do inchaço das membranas mucosas, diminuição da permeabilidade capilar e dissolução dos depósitos de fibrina e microtrombos formadores de coágulos sanguíneos.

Ao reduzir a viscosidade (espessura) do sangue, as enzimas melhoram a circulação. Isto consequentemente aumenta o fornecimento de oxigênio e nutrientes e o transporte de produtos residuais nocivos para longe do tecido danificado.

As enzimas proteolíticas também ajudam a decompor as proteínas plasmáticas e os detritos celulares no local de uma lesão em fragmentos menores. Isso facilita muito sua passagem pelo sistema linfático, resultando em uma resolução mais rápida do inchaço, com o consequente alívio da dor e do desconforto nos ossos e nas articulações afetadas. Essas enzimas podem ajudar os atletas a se recuperarem mais rapidamente de treinos e corridas intensas.

2. Prevenir Aterosclerose e Doença Cardíaca

A papaína, a enzima proteolítica encontrada no mamão, pode ser muito útil para a prevenção da aterosclerose e da doença cardíaca. O mamão é uma excelente fonte dos poderosos antioxidantes vitamina C e vitamina A (através de sua concentração de fitonutrientes carotenoides pró-vitamina A). Estes nutrientes ajudam a prevenir a oxidação do colesterol. Somente quando o colesterol se torna oxidado é capaz de aderir e acumular-se nas paredes dos vasos sanguíneos, formando placas perigosas que podem eventualmente causar ataques cardíacos ou derrames.

Uma maneira pela qual a vitamina C pode exercer esse efeito é através da sua sugerida associação com um composto chamado paraoxonase, uma enzima que inibe o colesterol LDL e a oxidação do colesterol HDL. Um estudo publicado na Molecular Imaging confirmou que as enzimas proteolíticas demonstram os efeitos terapêuticos anti-ateroscleróticos.

3. Reduzir a gravidade da doença inflamatória intestinal e da colite ulcerativa

Estudos demonstraram que o uso de certas enzimas proteolíticas ajuda a reduzir a gravidade das doenças inflamatórias intestinais e induz a remissão da colite ulcerativa. O Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia afirma que a administração oral de cinco miligramas por dia de bromelaína diminuiu acentuadamente o desenvolvimento e a gravidade da doença inflamatória intestinal.

4. Ajudar o seu sistema imunológico

Entre as ações importantes das enzimas proteolíticas está um aumento na potência das células natural killer. As enzimas proteolíticas (destruidoras de proteínas) também degradam os complexos patogênicos que podem inibir a função imunológica normal. Embora esses complexos imunes sejam uma parte normal da resposta imune, quando ocorrem em excesso, podem ser a causa de certas doenças renais, inflamações nervosas e várias doenças reumatológicas, incluindo a artrite reumatoide.

Evidências sugerem que a tripsina, a papaína e outras enzimas proteolíticas podem romper os complexos imunes patogênicos existentes e até impedir sua formação, melhorando a drenagem linfática. Isso proporciona um efeito estimulatório sobre o sistema imunológico, o que significa que as enzimas proteolíticas também são melhoradoras do sistema imunológico.

5. Ajudar a prevenir o câncer de cólon

Os nutrientes em algumas enzimas proteolíticas também se mostraram úteis na prevenção do câncer de cólon. A fibra de alguns alimentos, como o mamão, é capaz de se ligar às toxinas causadoras de câncer no cólon e mantê-las longe das células saudáveis ​​do cólon. Além disso, o folato do mamão, a vitamina C, o beta-caroteno e a vitamina E têm sido associados a um risco reduzido de câncer de cólon.

6. Tem propriedades anti-inflamatórias

Enzimas proteolíticas fornecem proteção sinérgica para as células do cólon dos danos dos radicais livres ao seu DNA, devido à sua capacidade de auxiliar na absorção de nutrientes dentro do corpo. Elas ajudam o corpo a quebrar e digerir proteínas e têm propriedades anti-inflamatórias que podem diminuir o inchaço e a inflamação no cólon. Em particular, isto torna a bromelina e a papaína especialmente úteis para pessoas com doença de Crohn ou celíaca e úlceras.

Quais são os sintomas de deficiência de enzimas?

Há sinais que podem nos dizer se estamos consumindo enzimas suficientes em nossos corpos. Esses sinais são excesso de gases, indigestão, azia, diarréia e constipação. Outros sinais incluem rugas na pele, rigidez nas articulações, cabelos grisalhos e uma diminuição ou falta de energia.

É incerto determinar, uma vez que muitos desses sinais estão associados ao envelhecimento, no entanto, comer mais enzimas à medida que envelhecemos, ajudaa combater essas deficiências. Talvez seja por isso que tantas vezes ouvimos as pessoas afirmarem que estão “ficando velhas”. Mas uma mudança na dieta e um aumento nas enzimas, principalmente por meio da ingestão de alimentos integrais e não processados, poderiam rever esse quadrp rapidamente. Imagine que, ao comer alimentos integrais, você pode diminuir naturalmente os sinais de envelhecimento.

Melhores fontes de alimento contendo enzimas proteolíticas

É importante aprender como as enzimas proteolíticas funcionam para que você consiga os alimentos certos em sua dieta. O corpo é forçado a usar uma enorme quantidade de energia digerindo alimentos que não contém enzimas. Ou seja, alimentos que foram cozidos, assados, fritos ou enlatados, assim como qualquer processamento, incluindo irradiação, secagem e congelamento. É um problema porque desnatura as enzimas, diminuindo suas funções. Isso inclui conservantes e até mesmo muito sal.

Com o tempo, a falta de enzimas importantes pode resultar em manchas de idade, alergias, diminuição da visão, síndrome da fadiga crônica, perda de memória e doença crônica. Ao adicionar frutas e legumes frescos e ricos em enzimas às nossas dietas e comer alimentos fermentados, podemos ter uma aparência melhor enquanto mantemos nossa saúde. Ótima notícia e mais uma razão para comer seus legumes.

Alimentos crus e fermentados são sempre naturalmente mais ricos em enzimas. Fermentar certos alimentos também reduz quaisquer inibidores de enzimas que possam estar presentes, por isso são adições maravilhosas à sua dieta.

Aqui estão os principais alimentos fontes de enzimas proteolíticas:

  • Abacaxi
  • Gengibre
  • Mamão
  • Kiwi
  • Iogurte
  • Kefir

Qual é a melhor maneira de preparar as frutas e legumes? Por fim, concentre-se em vegetais frescos, crus, frutas, sucos de alimentos crus, nozes, sementes e produtos de grãos crus ou levemente cozidos, como gérmen de trigo – além de alimentos fermentados como iogurte, kefir ou miso. Estes alimentos ricos em enzimas fornecem às suas células as enzimas necessárias para eliminar os resíduos tóxicos acumulados no corpo e melhorar as funções corporais gerais.

Esses tipos de alimentos não só ajudam a reduzir a pressão arterial, naturalmente aliviam a constipação e ajudam o corpo a produzir mais de suas próprias enzimas que prolongam na vida e podem mantê-lo jovem por mais tempo.

Outra grande função, é que as enzimas agem como um guia, mostrando vitaminas, minerais ou gorduras, a passagem para uma célula específica do corpo.

História de Enzimas Proteolíticas

Enzimas proteolíticas vêm de muitas fontes. Alguns têm sido muito populares e têm sido usados ​​há séculos para tratar a indigestão e reduzir a inflamação, como o abacaxi usado pelos nativos da América Central e do Sul.

A papaína também ganhou popularidade através de estudos extensivos. G.C. Roy investigou pela primeira vez a ação da papaína em 1873 em um artigo publicado no Calcutta Medical Journal intitulado “A ação solvente do suco de papaia em alimentos nitrogenados”. A papaína foi nomeada pela primeira vez no final do século 19 e foi simplesmente reconhecida como uma proteína proteoliticamente ativa, constituinte do látex do mamão tropical.

Durante meados dos anos 50 e 60, as técnicas de purificação e separação melhoraram muito, e a papaína pura foi isolada. O estudo da papaína permitiu grandes avanços na compreensão de enzimas como proteínas. Em 1968, a papaína foi a segunda enzima a ser cristalizada e sua estrutura determinada por métodos de raios-X. A papaína foi a primeira protease de cisteína a ter sua estrutura identificada.

Precauções com as enzimas proteolíticas

Se você não está acostumado a comer alimentos crus, vá devagar no começo. Pode levar algum tempo para o seu corpo se adaptar ao processo de digestão desses alimentos. No entanto, ao longo do tempo, torna-se mais fácil. Se você optar por usar suplementos, verifique a qualidade, pois ela pode variar de marca para marca. Além disso, consulte sempre o seu nutricionista antes de iniciar qualquer programa de suplementos.

Tem sido afirmado que algumas enzimas, como as enzimas do mamão, não devem ser tomadas durante a gravidez, pois podem aumentar o risco de aborto espontâneo. Além disso, a papaína e a bromelina podem interferir na coagulação do sangue e nas drogas que afinam o sangue. Sempre consulte um profissional de saúde antes de suplementar com enzimas, especialmente se você estiver tomando algum medicamento.

Referências

Proteases: Multifunctional Enzymes in Life and Disease

Molecular imaging of cathepsin B proteolytic enzyme activity reflects the inflammatory component of atherosclerotic pathology and can quantitatively demonstrate the antiatherosclerotic therapeutic effects of atorvastatin and glucosamine.

Bromelain Treatment Decreases Neutrophil Migration to Sites of Inflammation

Impact of proteolytic enzymes in colorectal cancer development and progression

Anti-inflammatory activity of a proteolytic enzyme, Prozime-10.

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